Baterablogs

O Blog Dos Bateras

Fala ai galera o batera blogs mudou!!

Agora ele esta hospedado em

www.baterablogs.com

la vc iram encontrar muitos conteúdo legal, além de um fórum que vocês poderão tirar suas duvidas, e se quiser poderão conversar comigo pelo msn. La vocês vão encontrar um ícone do msn e clicando nele abrira uma janela do mesmo que estarão falando diretamente comigo, podendo assim tirar duvidas e dar sugestões.
Obs.: O Fórum ainda esta sem conteúdo, peço a vocês que ajudem a crianção de novos tópicos e fazer a divulgação para que nós baterista possamos ter cada vez mais conteúdos para estudar e para que possamos ser uma comunidade unida.

E como outras pessoas já disseram que o meu interesse e só ganhar dinheiro, essas pessoas estão enganadas, eu criei o blog porque eu gosto muito de fazer sites, e de bateria e decidi juntar os dois gostos nesse blog, e passar um pouco do meu conhecimento para os outros

Agradeço deus de já!!!!!!!!!!!!

17/08/2009 Posted by | 1 | 2 Comentários

Estudo para Dois Bumbos – Parte 2

Estudo para Dois Bumbos – Parte 2

Rodrigo Bucollo

Hello Drummers! Como vão meus amigos?

Continuando a parte de dois bumbos, agora vamos ver um lance um pouco mais complicado… hehehe… calma!

Bom, a partir daquele velho e lindo dugudugutagudugu dugudugutagudugu (exemplo nº 1), vamos acrescentar ou retirar algumas notas, formando novos grooves. Vamos inserir algumas tercinas de semicolcheia, (como no exemplo nº 2). Simples não? Estude um exemplo de cada vez, mantendo a caixa nos tempos 2 e 4. Conduza no chimbal, e depois no condução. Como em todo exercício, comece devagar e com o acompanhamento do metrônomo. E claro, não apenas para os dois bumbos, mas para qualquer coisa que você esteja treinando, procure base em bateristas e músicos que você goste. Aqui estão alguns bateristas que eu admiro em dois bumbos:

  • Mike Portnoy
  • Tommy Aldridge
  • Dean Castronovo
  • Scott Davis, dentre outros.


Arquivos MIDI: Exercício 1Exercício 2Exercício 3Exercício 4Exercício 5


Arquivos MIDI: Exercício 1Exercício 2Exercício 3Exercício 4

Boa sorte e até a próxima!

31/08/2009 Posted by | Workshop | 2 Comentários

Samba-Rock

Depois de vários nomes como sacundin sacunden, jovem samba, sambalanço, a batida urbana criada por Jorge Ben Jor, firmou-se a partir dos anos 70 como samba-rock ou suíngue. O samba tradicionalmente tocado em compasso binário (2/4) passou a ser em compasso quaternário (4/4) do rock e da soul music. O ritmo agregou-se aos instrumentos elétricos das bandas da jovem guarda.

O samba-rock influenciou artistas como Tim Maia que gravou a música “Gostava Tanto de Você” , Jorge Ben Jor com o disco ” A Banda do Zé Pretinho” (1978), Bebeto ” O Negócio é Você Menina”, entre outros . Em São Paulo, os bailes de periferia também ferviam ao som do samba-rock-suíngue, de nomes como o Trio Mocotó (que originalmente acompanhava Jorge Ben Jor), Copa 7, Luiz Vagner , Branca Di Neve (falecido em 1989), Carlos Dafé, Dhema, entre outros.

Já nos anos 80, a diva do soul brasileiro, Sandra de Sá, teve um flerte com a cena do suíngue com as músicas ” Olhos Coloridos” e ” Enredo do Meu Samba “, mas infelizmente o estilo ficou restrito aos bailes, o samba-rock pouco avançou em termos de reconhecimento nos anos 80, exceto pela reconexão de samba e rock ensaiada pelo roqueiro Lobão e Ivo Meirelles do Funk’n’Lata.

Nos anos 90 o ritmo teve uma ascendência com os grupos de pagode, alguns deles, porém, chegaram a retomar as referências do samba-rock, como é o caso do Art Popular na música ” Agamamou” e o Molejo ” Samba Rock do Molejão” .

Obs: O último exemplo é tocado no Ride e na cúpula do Ride nos contra-tempos.

29/08/2009 Posted by | Workshop | Deixe um comentário

Estudo para Dois Bumbos – Parte 1

Estudo para Dois Bumbos – Parte 1

Rodrigo Bucollo

No incício, tocar com dois bumbos foi um grande desafio para mim, pois não tinha força nas pernas para agüentar mais do que 1 minuto em um groove básico de semicolcheias. Aí um professor e amigo meu, Toss Panos, me passou alguns exercícios que são direcionados ao ganho de resistência e ao mesmo tempo uma certa independência, pois a cada exercício existe uma variação de prato. Ao tocar grooves como estes, o mais importante com certeza não é a velocidade, e sim o controle para que as notas das duas pernas sejam idênticas em volume.

Pratique cada exercício separado, procurando manter um groove firme; e claro, usando o metrônomo.

Arquivos MIDI: Exercício 1Exercício 2Exercício 3Exercício 4

Arquivos MIDI: Exercício 1Exercício 2Exercício 3Exercício 4Exercício 5Exercício 6

29/08/2009 Posted by | Workshop | Deixe um comentário

Pensando no Andamento

Pensando no Andamento

Adalberto BrajatschekA principal função do baterista, em qualquer banda, é manter um bom andamento. Ele nunca deve acelerar ou retardar o tempo. É certo que nenhum ser humano pode manter um andamento tão regular quanto uma máquina, mas se houver uma variação perceptível, o groove será afetado. Uma exceção é quando tocamos um groove livre, como por exemplo, no Jazz. Pequenas variações de andamento fazem parte da interpretação, assim como as variações de dinâmica. Já na música Pop e Rock, dentre outras, torna-se essencial a manutenção de um groove sólido. Vamos ver algumas maneiras de desenvolvê-lo.

O Metrônomo

Uma das ferramentas mais úteis para um baterista, depois da bateria e das baquetas, é o metrônomo. O metrônomo é um aparelho (mecânico ou eletrônico) que produz um som parecido com um “click”, e que pode ser ajustado num intervalo de 40 a 250 batidas por minuto (bpm). Embora haja muitos modelos de no mercado, o metrônomo eletrônico é o mais indicado, por ser mais preciso.

Aplicações

Os bateristas, especialmente os iniciantes, têm uma tendência de acelerar o andamento na hora de fazer os fills ou algum solo de bateria. Por isso torna-se importante a prática do instrumento sempre acompanhado do metrônomo. Além disso, ele ajuda a desenvolver um groove preciso, e prepara o baterista para trabalhos em estúdio. A maioria das gravações requer o acompanhamento de um “click”, para garantir um andamento perfeito. Embora isso pareça simples, é preciso muita prática.

Uma Experiência

Regule seu metrônomo em100 bpm (batidas por minuto) e toque a manulação DEDE DEDE em semicolcheias (4 batidas por tempo), por dois minutos. Agora faça o mesmo em 130 bpm. Regule agora seu metrônomo em 40 bpm e toque as mesmas quatro batidas por tempo. O que aconteceu? Você achou mais difícil tocar com as notas mais espaçadas? Bem vindo ao maravilhoso mundo da bateria e da manutenção do tempo! Ao contrário da crença popular, é muito mais difícil tocar nos andamentos mais lentos que nos mais rápidos. Por que? Porque nos andamentos mais lentos temos um espaçamento maior entre as notas, dando margem a maiores equívocos. Você pode praticar com o metrônomo tanto nos pads, quanto na bateria acústica. A única diferença é que na bateria acústica você vai precisar de um fone para ouvi-lo.

Usando o Metrônomo

Vamos ver algumas dicas básicas de como usar o metrônomo.
Primeiramente, vamos aplica-lo em algumas figuras rítmicas comumente usadas.

1ª Semínimas – uma nota por tempo (uma batida para cada click do metrônomo):

Arquivo MIDI

2ª Colcheias – duas notas por tempo (duas batidas para cada click do metrônomo):

Arquivo MIDI

3ª Tercinas – três notas por tempo (três batidas para cada click do metrônomo):

Arquivo MIDI

4ª Semicolcheias – quatro notas por tempo (quatro batidas para cada click do metrônomo):

Arquivo MIDI

5ª Sextinas – seis notas por tempo (seis batidas para cada click do metrônomo):

Arquivo MIDI

Agora veremos o metrônomo aplicado a um Take de Pop. Note que mesmo com a variação de bumbos e fills que ocorrem no exemplo, o click permanece constante.


Arquivo MIDI

Teste do Andamento

Há alguns metrônomos que possuem, além do som, um sinal de luz que pisca no tempo da batida. Se o seu possui este recurso, faça o seguinte teste – Toque normalmente com o metrônomo, e aí você (ou alguém) desliga o som dele enquanto você continua tocando. Depois de 5 segundos, ligue o som dele novamente. Você está exatamente no mesmo andamento ou teve alguma variação? Este é um exercício divertido que leva algum tempo par ser dominado. Uma vez que você consiga manter o andamento exato, aumente o tempo em que você não ouve o “click”. Tente chegar até uns 30 segundos, mas não trapaceie, se o seu metrônomo possui a luz, esteja certo de que você pode vê-la.

Não é Somente Para os Iniciantes

Muitos bateristas pensam que praticar com o metrônomo é uma coisa somente para iniciantes. Isso é um grande erro. Praticar com o metrônomo é algo que você nunca vai superar, não importa o quanto bom você é. Além de ajudar na consistência dos grooves, fills, solos, ele serve como medidor do seu desenvolvimento. Você sabe o quão rápido você é? Em que andamento você consegue fazer a sextina, por exemplo? E o pedal duplo, em qual velocidade você consegue aplicá-lo sem fazer esforço? A prática com o metrônomo vai te responder. É interessante anotarmos os resultados dos nossos estudos num caderno. Colocar o nome do exercício, a data e o andamento praticado. Com o passar das semanas e meses, fica claro o nível de desenvolvimento obtido. E se não houve nenhum progresso, é melhor parar e descobrir o que está havendo.

O Seqüenciador

O seqüenciador é um aparelho eletrônico que nos permite montar um padrão rítmico, uma melodia, ou até mesmo uma música completa na seqüência em que desejarmos. A vantagem do seqüenciador sobre o metrônomo é que, além de um andamento preciso, ele nos oferece infinitas possibilidades de estudo, tornando mais musical a prática da bateria. Podemos criar um loop de percussão ou contra-baixo, em qualquer fórmula de compasso. Podemos mudar o andamento em determinado trecho da música ou exercício, enfim, é talvez a melhor ferramenta de estudo que possuímos nos dias atuais.
Existem alguns softwares que simulam um seqüenciador, dentre eles o Cakewalk é o mais conhecido.

Vamos ver aqui, os mesmos exemplos que foram mostrados anteriormente com o metrônomo, porém com o acompanhamento de um loop de percussão executado por um seqüenciador.

1º – Semínimas – Arquivo MIDI
2º – Colcheias – Arquivo MIDI
3º – Tercinas – Arquivo MIDI
4º – Semicolcheias – Arquivo MIDI
5º – Sextinas – Arquivo MIDI

O mesmo Take Pop, com acompanhamento do sequencer – Arquivo MIDI

Conclusão

Como pudemos ver, é de extrema importância inserir na prática da bateria, um elemento que nos ajude a manter um andamento firme, e ao mesmo tempo torne o estudo mais prazeroso e mais musical. Este elemento pode ser um metrônomo, um seqüenciador ou até mesmo um CD com suas músicas preferidas. O importante é praticar de uma maneira séria e ter a música como objetivo final, e não a velocidade ou o exibicionismo.

Agora veremos o metrônomo aplicado a um Take de Pop. Note que mesmo com a variação de bumbos e fills que ocorrem no exemplo, o click permanece constante.


Arquivo MIDI

Teste do Andamento

Há alguns metrônomos que possuem, além do som, um sinal de luz que pisca no tempo da batida. Se o seu possui este recurso, faça o seguinte teste – Toque normalmente com o metrônomo, e aí você (ou alguém) desliga o som dele enquanto você continua tocando. Depois de 5 segundos, ligue o som dele novamente. Você está exatamente no mesmo andamento ou teve alguma variação? Este é um exercício divertido que leva algum tempo par ser dominado. Uma vez que você consiga manter o andamento exato, aumente o tempo em que você não ouve o “click”. Tente chegar até uns 30 segundos, mas não trapaceie, se o seu metrônomo possui a luz, esteja certo de que você pode vê-la.

Não é Somente Para os Iniciantes

Muitos bateristas pensam que praticar com o metrônomo é uma coisa somente para iniciantes. Isso é um grande erro. Praticar com o metrônomo é algo que você nunca vai superar, não importa o quanto bom você é. Além de ajudar na consistência dos grooves, fills, solos, ele serve como medidor do seu desenvolvimento. Você sabe o quão rápido você é? Em que andamento você consegue fazer a sextina, por exemplo? E o pedal duplo, em qual velocidade você consegue aplicá-lo sem fazer esforço? A prática com o metrônomo vai te responder. É interessante anotarmos os resultados dos nossos estudos num caderno. Colocar o nome do exercício, a data e o andamento praticado. Com o passar das semanas e meses, fica claro o nível de desenvolvimento obtido. E se não houve nenhum progresso, é melhor parar e descobrir o que está havendo.

O Seqüenciador

O seqüenciador é um aparelho eletrônico que nos permite montar um padrão rítmico, uma melodia, ou até mesmo uma música completa na seqüência em que desejarmos. A vantagem do seqüenciador sobre o metrônomo é que, além de um andamento preciso, ele nos oferece infinitas possibilidades de estudo, tornando mais musical a prática da bateria. Podemos criar um loop de percussão ou contra-baixo, em qualquer fórmula de compasso. Podemos mudar o andamento em determinado trecho da música ou exercício, enfim, é talvez a melhor ferramenta de estudo que possuímos nos dias atuais.
Existem alguns softwares que simulam um seqüenciador, dentre eles o Cakewalk é o mais conhecido.

Vamos ver aqui, os mesmos exemplos que foram mostrados anteriormente com o metrônomo, porém com o acompanhamento de um loop de percussão executado por um seqüenciador.

1º – Semínimas – Arquivo MIDI
2º – Colcheias – Arquivo MIDI
3º – Tercinas – Arquivo MIDI
4º – Semicolcheias – Arquivo MIDI
5º – Sextinas – Arquivo MIDI

O mesmo Take Pop, com acompanhamento do sequencer – Arquivo MIDI

Conclusão

Como pudemos ver, é de extrema importância inserir na prática da bateria, um elemento que nos ajude a manter um andamento firme, e ao mesmo tempo torne o estudo mais prazeroso e mais musical. Este elemento pode ser um metrônomo, um seqüenciador ou até mesmo um CD com suas músicas preferidas. O importante é praticar de uma maneira séria e ter a música como objetivo final, e não a velocidade ou o exibicionismo.

28/08/2009 Posted by | Workshop | Deixe um comentário

Samba

Samba

Duda Moura

Duda Moura Bom, vamos começar o ano de 2002 batucando um dos ritmos mais conhecidos do planeta, o SAMBA, o mais popular do Brasil, porém um dos mais difíceis para os bateristas tocarem. Porque? Na minha opinião é um dos ritmos que mais exige independência e técnica na execução, mas nada disso é tão importante quanto a alma brasileira na hora de tocar. Caso contrário! Não é samba não, você tem que batucarrr…

Conhecido em todo o mundo pelos famosos carnavais do Rio de Janeiro e, mais recentemente, de Salvador, Recife e Olinda, o samba, enquanto expressão musical, tornou-se um símbolo do Brasil. Samba é dança popular e gênero musical derivado de ritmos e melodias de raízes africanas, como o lundu e o batuque. A coreografia é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado.

Como gênero musical urbano, o samba nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem, uma forma de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da Gamboa. A dança incorporou outros gêneros cultivados na cidade, como polca, maxixe, lundu, xote etc., e originou o samba carioca urbano e carnavalesco.

Depois o samba sofreu varias transformações ao longo das décadas, passando pelo Samba-Canção (1920), Samba-Choro e Samba de Breque (1930), Samba de Gafieira e Samba-Enredo (1940). E com a Bossa Nova, que surgiu no final da década de 1950, tornando-se mundialmente conhecida a partir de 1962 com Tom Jobin, fez com que o samba se afastasse de suas raízes populares, mas o retorno à batida tradicional do samba ocorreu no final da década de 1960 e ao longo da década de 1970 e foi brilhantemente defendido por Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco e Paulinho da Viola e pelos veteranos Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho da Vila.

O pagode, que apresenta características do choro e um andamento de fácil execução para os dançarinos, encheu os salões e tornou-se um fenômeno comercial na década de 1990. Nesta mesma época destaca-se o samba-reggae criado na Bahia (Pelourinho), fusão da batida do samba baiano com a batida do reggae jamaicano criando um ritmo envolvente, e fez com que o Grupo Olodum percorresse o mundo divulgando o jeito, o swing, a energia do povo brasileiro. Paul Simon, Michael Jackson , Daniela Mercury, entre outros aderiram ao ritmo.

Nos dias de hoje tem uma rapaziada misturando o ritmo de samba com acid-jazz, drum n’ bass, trip-hop, hip-hop, enfim samba com a música eletrônica. É isso aí! O samba pede passagem, rompe fronteiras e nunca sai de moda.

Um dia desses ouvi uma galera da região da Amazônia tocando um tal de Samba-do-Cacete, é uma batucada feita com pedaços de pau (madeira derivada das árvores da região). Olha! A batida é literalmente do cacete.

CD’S de bateras que contribuíram para o samba na bateria:

  • Zimbo Trio – “35 Anos Ao Vivo” – Gravadora Movie Play – Baterista Rubens Barsoti
  • Milton Banana Trio – “Balançando” – Grav. EMI
  • Luciano Perrone – “Batucada Fantástica” – Grav. Musidisc
  • Edson Machado – “É Samba Novo” – Grav. Columbia/Sony Music
  • Tamba Trio – “Tamba Trio Classics” – Grav. BMG – Baterista Elsio Milito

O samba originalmente escreve-se em 2/4 (compasso binário), mas deste caso vamos representa-lo em 2/2. É o mesmo que quaternário na escrita, mas binário na interpretação.

SAMBA 103bpm: O segundo bumbo é sempre tocado intencionalmente mais forte.
Arquivo MIDI

SAMBA-REGGAE 103bpm
Arquivo MIDI

BATUCADA 137bpm: Aplicar rimshot (pele e aro) nas notas acentuadas.
Arquivo MIDI

Escute também a música Capim – Djavan: Arquivo MIDI

28/08/2009 Posted by | Workshop | Deixe um comentário

Rudimentos de caixa de guerra brasileira

Rudimentos de caixa de guerra brasileira

Tradução por Cássio Cunha

Alexandre CunhaHistória dos RudimentosNós devemos aos suíços a herança dos rudimentos. Enquanto primariamente os turcos e mongóis usavam os “kettledrums” para anunciar a chegada de algum exército, os suíços na época eram os primeiros a usar tambores para sinalizar as tropas durante uma batalha. O primeiro registro do uso de “Fifes” (espécie de flauta) e tambores pelos suíços numa campanha militar foi na Batalha de Sempach em 1386.

A origem do uso de tambores e, sua área de maior atividade parece ser nos arredores da cidade de Basel na Suíça, devido a grande integração do tambor rudimentar a cultura da cidade. Um exemplo claro disso é o “Fasnatch”, uma espécie de carnaval tradicional onde grupos chamados “cliques” saem tocando tambores e flautas usando roupas típicas e lanternas, saem andando pelas ruas escuras da cidade. O tambor executa um toque guia acompanhado pelos participantes. Em Basel há cerca de 3.000 tocadores de tambor e flauta, numa população de 300.000 habitantes. Cada um pertencente a um grupo e, ser um bom tocador de flauta ou tambor é uma grande honra.

Na Suíça e Alemanha, a caixa era conhecida como “Trommel”. No séc. XVI os Escoceses usavam tambores chamados “Swasche talbum” para a marcha das tropas na batalha. Os “dromslades” (Nome alemão para percussionista) em 1547 usavam tambores militares tão grandes (20″x 20″) que eram pendurados ao lado do percussionista e tocados com duas baquetas na pele necessitando do uso da técnica tradicional que é usada até hoje. A primeira descrição da Guarda Papal é datada de 1513, durante o reinado do Papa Julius II. A tradição do uso de uma companhia Suíça de Fifes e tambores continua até hoje no Vaticano.

Por causa do volume puro, simples e absoluto de um regimento de tambores, eles foram usados em várias situações militares. No exército britânico, a primeira coisa que os soldados aprendem, depois do manual de armas, são os diversos toques de tambor, chamados exercícios ou normas de campo e quartel. Imediatamente depois de ouvir um determinado toque, os homens devem responder. “The Reveille” acorda os homens de manhã. “The Assembly,(Concentração)” Agrupam-nos em suas companhias específicas, e “The Tatoo” é a chamada para retornar ao quartel.

EUA

Os tambores foram para os EUA através dos (colonos imigrantes) provenientes do oeste europeu. Arthur Perry, o primeiro percussionista da Antiga Artilharia Honorária era chamado para tocar na chamada dos cultos aos domingos e palestras às quintas.
Ele também era chamado para anunciar a venda de salas, crianças achadas e perdidas e a saída de navios. Seu tambor está agora na Sociedade Histórica de Connecticut e é o mais antigo tambor existente nos EUA.

No séc. XVII as tropas se moviam a pé, era fundamental que os regimentos mantivessem movimentos e distâncias regulares entre si, por isso o uso de tambores em marcha era importante.

Para coordenar um ataque era preciso calcular a distância e o tempo que o regimento gastaria para chegar ao seu objetivo, usando para isso o número de batidas por minuto e o tamanho dos passos. O lento passo Prussiano era normalmente marcado a cerca de 60-70 batidas por minuto, Marchas Longas a 80 bpm, Marchas Regulares à 96 bpm, e Marchas Rápidas à 120 bpm. Nessa época as cadências eram tocadas de cor. Os rudimentos eram designados pelo som que produziam, como por exemplo: Flam, Ruff, Ratamacue, da-da, ma-ma roll etc.

O Novo, Completo e Prático Sistema para Tocar Tambor de Charles Ashworth foi o primeiro manual, e surgiu em 1812. Ashworth era um percussionista Inglês que ingressou nos fuzileiros navais dos EUA em 1802 e foi promovido a Major percussionista do que seria dois anos mais tarde a Banda dos Fuzileiros Navais Americana.

Ashworth também foi o primeiro a usar o termo Rudimento para classificar o grupo de figuras ritmicas, se auto-entitulando o Pai do Tambor Rudimentar. Na primeira página ele definia a forma de segurar a baqueta.

“A Baqueta esquerda deve ser firmada entre o polegar e os dedos indicador e médio, apoiando então no anular e mínimo entre a primeira e segunda falanges”. “A mão direita deve ser apoiada no dedo mínimo para facilitar o uso através dos outros dedos, como o usado na esgrima”.

Pouco tempo depois disso apareceu um manual em Londres chamado: “Art of Beating the Drum”(A Arte de Bater no Tambor ) de Samuel Portter, Major Percussionista do Coldstream Regiment. Manual este praticamente idêntico ao de Ashworth no que se refere ao conteúdo Rudimentar, porém bem mais detalhado no que se refere a descrição da técnica. Potter começa com instruções detalhadas do posicionamento militar do executante.

“A primeira coisa para a correta prática é estar perfeitamente alinhado, colocando seu calcanhar esquerdo encaixado na curva do pé direito, coloque o talabarte do tambor no pescoço, cuidando para que o talabarte seja de um comprimento moderado”.

O livro mais importante do século foi “The Drummers and Fife Guide” de Bruce & Emmet, escrito em1862 por George Bruce, instrutor da Escola de Prática do Exército, e Daniel Emmet, compositor e flautista de “Dixie”. Este livro foi o primeiro na América a escrever os rudimentos, The Camp Duty, e um grande material de flauta foi escrito.

Um dos mais práticos livros de rudimentos foi escrito no início do século XX por Sanford (GUS) Moeller, que em turnê com um Show pelos EUA, observou como a falta de prática estava tomando conta dos jovens bateristas. Seu método – The Moeller Book , editado pela Ludwig Drum Company em 1918, ajudou a revigorar os rudimentos.

No fim da Primeira Guerra Mundial em 1919, A Legião Americana organizou um concurso nacional de bateristas e Cornetistas. Incluindo testes individuais. Porém não havia juízes competentes o suficiente para julgar os participantes, além disso, havia uma falta de uniformidade na maneira de tocar os rudimentos.

As diferenças entre o Oeste e o Leste dos EUA eram consideráveis. .
Por causa dessas diferenças consideráveis durante esse concurso, foi criado então o (N.A.R.D), National Association of Rudimental Drummers.

Wilian F. Ludwig e a Ludwig Drum Company agregaram os mais proeminentes instrutores de várias partes do país na Convenção Nacional da Legião Americana em Chicago, no ano de 1932 com o propósito de organizar um sistema prático de tocar bateria rudimentar.

Eu nunca vou esquecer aquela noite. Durante seis horas nós tocamos e falamos sobre os rudimentos até o dia raiar. Mas sentimos que tínhamos salvo os rudimentos adotando um sistema prático que respeitava os métodos já estabelecidos. Mantivemos os rufos do Bruce & Emmet, aberto e fechado. Mantivemos a lição #25 do método Stube. Nós dividimos os 26 rudimentos em duas seções selecionando o que determinamos como os 13 essenciais que cada candidato tinha que executar como teste para se tornar membro do NARD. E os outros 13 que complementam os 26.

Para se tornar membro do NARD, era necessário passar pelos 13 rudimentos essenciais. O candidato recebia um cartão de membro (que ajudava muito para assegurar um trabalho na área de percussão), alguns certificados e uma assinatura da revista “The Ludwig Drummer”. Além disso, recebia a autorização para avaliar outros candidatos.

Na sua época mais ativa o NARD chegou a ter cerca de 3500 membros. A anuidade de 50 centavos era revertida para a impressão de cópias dos rudimentos que eram distribuídas nas bandas marciais escolares e nas lojas de música. Clinicas também eram realizadas pelos membros para perpetuar os solos clássicos que estão em uso até hoje.

28/08/2009 Posted by | Workshop | 2 Comentários

Smooth – Santana

Smooth – Santana

Arquivo MIDI: Sem bateria

28/08/2009 Posted by | Play alongs | Deixe um comentário

Start Me Up – Rolling Stones

Start Me Up – Rolling Stones

Transcrição por: Adalberto Brajatschek

Arquivos MIDI: Sem bateria

28/08/2009 Posted by | Play alongs | Deixe um comentário

Patriotismo Musical

Patriotismo Musical

Cássio Cunha

Alexandre Cunha Todos nós sabemos muito bem que o Brasil não é o “país das maravilhas”, muita coisa nos envergonha quando se fala por exemplo de justiça social, distribuição de renda, política, educação e outras coisas que vemos e ouvimos todos os dias e que nos deixam tristes e sem entender como um país tão rico é tão desigual. Enfim, mas acho que é importante também valorizarmos o que temos de bom, como por exemplo nossa riquíssima e única cultura popular, por isso quando for estudar procure dar uma atenção especial aos nossos ritmos, pesquise, escute e toque nossa música, pois a mesma possui muitas possibilidades para o estudo da bateria, além do que, como sempre gosto de falar, imagine se você vai tocar fora do Brasil e alguém te pede pra tocar um samba ou um baião e você não sabe? Huumm que vergonha heim? Resumindo, toque Funk, toque Jazz, toque Rock, mas não esqueça que você é BRASILEIRO!!!Música brasileira é coisa séria e respeitada no mundo todo como uma das mais expressivas e ricas do planeta, conhecê-la bem demanda bastante tempo e dedicação, no entanto colocará você num seleto grupo de músicos que têm esse conhecimento e são reconhecidos mundo afora como Ayrto Moreira, Paulinho da Costa, Romero Lubambo, Paulinho Braga, Naná Vasconcelos, etc. Por isso não perca tempo, olhe adiante!

Abraço!
Cássio Cunha.

27/08/2009 Posted by | Workshop | Deixe um comentário

Ijexá

Ijexá

Duda Moura

Duda Moura Aí vai mais um workshop sobre os Ritmos Brasileiros. O Ijexá é um ritmo que eu tenho em particular muita identificação ao tocar, não sei dizer porque, mas me sinto bem à vontade.

Ijexá

Ritmo de origem, africana tocado nos terreiros de candomblé da Bahia. Não podemos falar de Ijexá sem falar de Afoxé, a origem e a postura dos afoxés estão diretamente ligadas aos preceitos do candomblé, inclusive na utilização dos instrumentos (atabaques, agogôs, xequerês etc). Seus componentes usam trajes de inspiração africana, e cantam músicas geralmente em dialetos africanos.

Além disso, tem fundamentalmente consciência de grupo, comunidades de valores e hábitos que o distinguem de qualquer outro tipo de bloco ou cordão. Os laços lúdicos-religiosos que congregam as pessoas no afoxé devem sua importância, antes de mais nada, à manutenção de valores culturais ligados aos inúmeros Terreiros de Candomblé da Bahia. Oxé é uma espécie de “candomblé de rua” que canta e dança no ritmo “Ijexá”, numa saudação e louvação às divindades das religiões africanas.

Principais Afoxés

  • Filhos de Gandhy: Fundado em 18 de fevereiro de 1949 por um grupo de estivadores do Porto da Cidade de Salvador.
  • Oju Obá: Criado em 20 de novembro de 1985.
  • Baduê: Criado em 13 de Maio de 1978.
  • Afetetê: Criado em 09 de março de 1986.
  • Olori: Criado em 05 de março de 1981.
  • Artista Pop – Gerônimo: Álbum “Dandá” (Gravadora Continental)

Os exemplos a seguir são versões para o set de bateria, tocados da forma como os concebo:

A seguir, temos a música Sina do Djavan, em formato MIDI, onde você poderá aplicar o exercício anterior, ou qualquer outro padrão de Ijexá que você conheça.

Djavan – Sina (MIDI)

Bom estudo e até a próxima!

27/08/2009 Posted by | Workshop | Deixe um comentário